Dr. Bruno Parentoni, Dr. Roberto Parentoni e Dr. Luca Parentoni no escritório Parentoni Advogados, boutique jurídica especializada em Direito Criminal e Direito Penal Econômico desde 1991. Ao fundo, a biblioteca jurídica do escritório, destacando a tradição e excelência em defesa penal. Escritório localizado no Edifício Itália, São Paulo, e no Complexo Brasil 21, Brasília.

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O que fazer quando alguém da família é preso

Quando a notícia chega, o corpo trava.
O telefone toca, a voz embarga, o coração acelera.
Ninguém está preparado para ouvir:
“Seu familiar foi preso.”

É nesse instante que a vida muda de eixo.
E são justamente os primeiros minutos que definem o rumo de tudo o que vem depois.

Este texto é para quem está vivendo esse momento — ou teme viver.
É para quem precisa de clareza, direção e alguém que diga, com responsabilidade e humanidade:
eu estou aqui.


1) Respire. A pior decisão é agir no impulso.

Quando um familiar é preso, a primeira reação é tentar “resolver” sozinho:
ligar para conhecidos, tentar falar com a polícia, ir correndo à delegacia.

Mas, no universo criminal, cada palavra tem peso.
Cada gesto abre — ou fecha — portas.

Respirar não é fraqueza.
É o primeiro ato de proteção.


2) Descubra onde a pessoa está — sem dar versões.

O mais importante é confirmar onde ela está detida.

Pode ser:

  • Delegacia (flagrante)

  • Distrito policial

  • Plantão

  • Central de flagrantes

  • Cadeia pública (após audiência de custódia)

  • Presídio (casos excepcionais)

Nesse momento, muita gente cai no erro fatal:
tentar explicar o que aconteceu.

Nunca dê versões. Nunca tente “ajudar” dizendo o que imagina.
Informação demais vira problema.


3) Não fale nada na delegacia sem orientação.

Aqui está um ponto que transforma completamente o destino de um caso:

O silêncio protege mais do que qualquer explicação apressada.

Quem ama quer ajudar, mas visitas emocionadas podem:

  • contradizer o familiar,

  • criar versões conflitantes,

  • gerar suspeitas,

  • complicar o flagrante,

  • fechar portas na audiência de custódia.

Na dúvida, lembre-se:
silêncio é proteção, não omissão.


4) Chame um advogado criminalista imediatamente.

Sem advogado, a família fica no escuro:

  • não sabe o que está acontecendo,

  • não sabe o que pode acontecer,

  • não sabe o que pode piorar,

  • não sabe o que precisa ser feito agora.

E, em defesa criminal, o agora muda tudo.

É o advogado quem:

  • identifica riscos reais,

  • verifica ilegalidades no flagrante,

  • impede abusos,

  • conversa tecnicamente com a autoridade policial,

  • organiza a estratégia para a audiência de custódia,

  • protege direitos,

  • acalma e orienta a família.

É nesse instante, antes mesmo do processo começar, que nasce o que você mais precisa:
defesa de verdade.


5) Entenda o que vai acontecer nas próximas horas

Com alguém preso, o caminho “normal” é:

  1. Lavratura do flagrante

  2. Comunicação ao juiz

  3. Parecer rápido do Ministério Público

  4. Audiência de custódia (em até 24h)

  5. Decisão sobre liberdade ou prisão preventiva

Cada etapa exige precisão.
Cada detalhe pode libertar — ou complicar.

E é por isso que a atuação começa antes da audiência.


6) A audiência de custódia é decisiva

Nesse momento, o juiz avalia:

  • legalidade da prisão,

  • condições da abordagem,

  • sinais de abuso,

  • situação pessoal do preso,

  • possibilidade de liberdade com medidas,

  • necessidade de prisão preventiva.

É o primeiro momento real de defesa.
E ele só existe uma vez.

Chegar à audiência sem advogado é como entrar em um labirinto no escuro.


7) O que a família pode — e não pode — fazer

Pode:

  • separar documentos pessoais,

  • informar medicações e condições de saúde,

  • manter contato com o advogado,

  • fornecer histórico real (sem interpretações).

Não pode:

  • tentar falar com delegado sobre versões,

  • “negociar” com policiais,

  • discutir na delegacia,

  • fazer promessas ou assumir culpas de terceiros.

Família ajuda muito mais quando protege — não quando improvisa.


8) Prisão não é sentença. É situação.

Muitos familiares entram em desespero, achando que “acabou”.

Não acabou.

Prisão em flagrante não significa condenação.
Audiência de custódia não significa derrota.
Processo penal não é instantâneo.

Mas tudo depende da primeira decisão tomada.

E quando o risco é real, existe apenas uma coisa que faz diferença:

defesa de verdade.


9) Aqui, você não enfrenta isso sozinho

Na Parentoni Advogados, mais de três décadas de tribunal, delegacia, júri e tribunais superiores ensinaram uma verdade simples:

Ninguém atravessa esse momento sozinho.

Aqui, a família encontra:

  • presença,

  • leitura fina do risco,

  • sigilo absoluto,

  • orientação prática,

  • verdade técnica,

  • alguém que está — de fato — ao lado.

Porque, para quem está vivendo o pior dia da vida, a frase que mais importa é:

eu estou aqui.


Conclusão

Quando alguém da família é preso, tudo muda.
Mas nada precisa piorar.

Com orientação correta desde o primeiro minuto, é possível:

  • evitar erros irreversíveis,

  • impedir ilegalidades,

  • proteger a liberdade,

  • acalmar a família,

  • iniciar um caminho possível.

Se você está vivendo isso agora, respire.
E lembre-se:

defesa de verdade começa no primeiro passo.
Eu estou aqui.

Roberto Parentoni

Roberto Parentoni

Dr. Roberto Parentoni é advogado criminalista desde 1991 e fundador do escritório Parentoni Advogados. Pós-graduado pela Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, é especialista em Direito Criminal e Processual Penal, com atuação destacada na justiça estadual, federal e nos Tribunais Superiores (STJ e STF). Ex-presidente do Instituto Brasileiro do Direito de Defesa (IBRADD) por duas gestões consecutivas, é também professor, autor de livros jurídicos e palestrante, participando de eventos e conferências em todo o Brasil.